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 Sala de Estar

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AutorMensagem
Saphira Ritzo
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MensagemAssunto: Sala de Estar   Qui 6 Abr 2017 - 21:27


Sala de Estar


 
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Cosmo Staminkhov Odegaard
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MensagemAssunto: Re: Sala de Estar   Sex 21 Jul 2017 - 21:49

- Chegamos! Tão clichê esse meu irmão, você se acostuma com ele com o tempo, não se preocupe. Se joga no sofá circular do local, esperando Megan se acostumar com o local. O sol estava forte e parecia que o verão ia ficar quente o tempo todo. O rapaz olhou para Megan, tacando almofadas nela.

- O que quer conhecer primeiro? A cozinha ou meu quarto? São os lugares que mais fico! Disse, entrelaçando os dedos ainda deitados no sofá.

Sorrio, reparando no cabelo dela. - Podemos ficar aqui também, mas a probabilidade de alguém nos interromper é grande.



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@+@Cosmo Staminkhov Odegaard



Última edição por Cosmo Staminkhov Odegaard em Sab 22 Jul 2017 - 6:18, editado 1 vez(es)
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Megan Vanderwaal Metzger
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MensagemAssunto: Re: Sala de Estar   Sex 21 Jul 2017 - 22:20

Mansão Odegaard
Megan se jogou no sofá junto a Cosmo e escutou atentamente o que ele falava. Ela começou a reparar bem no lugar - que era bem espaçoso por sinal - e sorriu assentindo com a cabeça quando o moreno começou a falar sobre seu irmão. Se jogou do lado do namorado e logo foi alvo de um ataque de almofadas voadoras. - Ei ! - Disse  rindo, tentando se proteger das almofadas na direção dela.

- Vamos para a cozinha primeiro, deixa o seu quarto por último. - Disse a garota, pegando uma das almofadas voadoras no ar. Seus cabelos ficaram brancos de vergonha, quando olhou para o lado e viu alguém da família passar por ali , mas logo saiu. Cosmo sorriu para a namorada e passou a falar. Megan concluiu com outro sorriso, enquanto dizia: - É, cozinha primeiro.

Se levantando, a lufana voltou a normal e perguntou em um sussurro. - Eles não se importam mesmo ? Parece que até já me conhecem…- Brincou ela.



Megan V Metzger


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Cosmo Staminkhov Odegaard
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MensagemAssunto: Re: Sala de Estar   Dom 23 Jul 2017 - 9:48

Ainda na sala, a cor do cabelo de Megan mudou repentinamente, e Cosmo não tinha nem visto que passara. Mas riu da situação, enquanto levantava.- Eles sabem que você existe, que você é linda e é metamorfomaga. Já é informação o suficiente para saberem que você é você. Faz uma expressão de dúvida referente à próxima frase. - Só não sabem que você é lufana. Disse, logo depois rindo da brincadeira.

- Então vamos para a cozinha que eu só comi uns bolinhos hoje! O rapaz segurou as mãos de Megan e saíram da sala.



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Alan Yves Ozanan
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MensagemAssunto: Re: Sala de Estar   Sex 1 Set 2017 - 16:34

Mansão Odegaard
- Arf - Seus suspiros continuam, mas no que isso pode ajudar? Seus pensamentos estão começando a ficar bagunçados. Como uma velha amiga consegue perturba-lo tanto? O que o deixa intenso, são acontecimentos do passado, Eliza tinha mudado muito desde a última vez que se viram..., mas esse e o problema, a última vez em que se viram. Aquele peso na consciência o perturbou por anos, porem ele conseguiu esquecer tudo aquilo. E a gora tudo isto voltou, trazendo apenas duas opções para o homem. Se afastar, ou tentar se aproximar, mesmo sabendo que a aquela mulher pode sentir um grande ódio pela sua pessoa. Se levantando do sofá, Alan Caminha até a mesa e pega a sua cafeteira, derramando a bebida quente sobre a xícara. Tomando um gole da bebida, sente a cafeína o despertando. E aí que seus olhos fixam em sua varinha, o que lhe traz uma imagem diante de seus olhos. ‘’uma imagem de um lugar bem conhecido, porém não se tem detalhes, está escuro... mas existe um pouco de iluminação. A sua frente tem uma mulher parada, mas ele não consegue ver o rosto da mesma, abaixando a cabeça, vê que está segurando sua varinha com a mão direita ‘’. Bom. - Han? - O homem retorna, ao ouvir uma batida na porta, abrindo ela não vê ninguém apenas um jornal caído no chão.

Fechando a porta, o comerciante segue para seu quarto, abrindo o guarda-roupa ele começa a procurar uma blusa. Achando ela, pega e coloca sobre a cama, uma blusa preta e velha. Alan começa a checar os bolsos da blusa, então encontra um papel velho. Abrindo ele se depara com um endereço. A onde isso o levara? Mansão Odegaard. Ele fica surpreso, ao saber que aquilo ainda existe, mesmo depois de tanto tempo. Virando a xícara de café, toma a bebida por completo. Após o mesmo se arrumar, pega sua varinha junto com o papel e aparata do local.

Desaparatando na frente de uma grande mansão. Antes de seguir até a porta, Alan torce para que a mulher tenha esquecido o que passou. Chegando na frente da porta, suspira fundo. Então bate na porta, a espera de alguém estar em casa.
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Alan Yves Ozanan

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Eliza Staminkhov Odegaard

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MensagemAssunto: Re: Sala de Estar   Sab 2 Set 2017 - 21:20

Um velho amigo
A noite passada tinha sido terrível para a mulher de cabelos pretos, que passou a madrugada inteira encarando a filha mais nova dormir profundamente ao seu lado, passando a mão vez ou outra nos cabelos dourados da pequena, torcendo para que ela se sentisse segura ali, pois ela mesma já não se sentia segura. Levando as mãos sobre os olhos, Eliza esfregou os mesmos e deixou o ar pesado passar por seus pulmões, se sentindo mais calma, assim então se levantando e indo até o banheiro ao lado de seu quarto, se encarando no espelho. – Eu devo estar enlouquecendo, Alan nunca tentaria fazer uma coisa dessas novamente. – Sussurrou para si mesma. – Não posso deixar as coisas saírem da linha de novo. – Disse ela como um lembrete a si mesma. Ouviu então passinhos correndo pelo quarto. Yasmin.

- Mamãe? – Chamou a criança, esfregando os olhinhos azuis antes de ir até a mãe e puxar sua camiseta levemente, como se pedisse atenção. – Os moços maus vão vir pegar a gente? – Perguntou com os olhos meigos sobre a mulher que não se conteve em deixar os olhos lacrimejarem.

- Não querida, ninguém vai vir nos pegar...- Passou as mãos no rosto delicado de Yasmin e se esforçou a sorrir. – Eu te prometo. – Afirmou certa de suas palavras e então beijou o topo da cabeça da criança.

Quando a garota caiu no sono novamente, Eliza decidiu que se Alan planejasse fazer algo como quase fez no passado, ela então daria um basta naquilo. Eles eram amigos de infância, mas ela temia que ele pudesse tentar a ferir como uma vez tentou. Alan era confiável? E se ele tentasse ferir Diana e Yasmin? Eliza não podia ter milhões de perguntas e nenhuma resposta.

                                                                                  [...]

No dia seguinte Yasmin e Diana saíram com Tyler para um passeio, já que o irmão percebeu que Eliza precisava ficar um pouco sozinha e, mesmo sem saber o motivo, resolveu levar as meninas para algum lugar distante dali, antes que as duas perguntassem a mãe o porquê de tanta preocupação nos olhos, a deixando sem saber o que dizer para que as duas não ficassem com medo.

Descendo as escadas, a mulher escutou batidas na porta principal da mansão, estranhando tal feito – já que eles não tinham muitas visitas normalmente -, indo de imediato atender quem quer que fosse em plena tarde. Abriu a porta lentamente e quando se deparou com o rosto do homem que ela menos imaginava aparecer em sua porta, prendeu a respiração por um segundo, extremamente surpresa ao ver Alan bem ali em sua frente. – Alan, o que está fazendo aqui ? – Perguntou logo de cara, dispensando a educação com o homem que certamente já estava um tanto que acostumado com seu “jeito de ser”. – Eu não imaginava te ver aqui hoje, só isso. – Acabou dizendo enquanto arrumava seu cabelo que agora estava seco como não esteve no dia anterior quando se virão, sendo assim um pouco tímida, coisa que não costumava ser. Deu então passagem para que ele entrasse no local e o cumprimentou com beijo no rosto, tentando parecer natural na frente de quem hoje tem mais medo.

“Medo” odiava aquela palavra com todas as suas forças. Medo do amigo de infância! Por que diabos ela estava com tanto medo de um amigo de infância? Quem dera ela tivesse palavras para explicar.

- Se sente, por favor. – Tocou o ombro do homem alto, apontando para o sofá a frente deles. Respirou fundo torcendo para que ele não percebesse sua agitação, mas era bem claro que ela não estava nenhum pouco confortável. Se sentou do lado de Alan e evitou olhá-lo nos olhos, como uma adolescente boba sem saber o que dizer. “Preciso agir normalmente e nada vai acontecer. ”, pensou suspirando.


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Alan Yves Ozanan
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MensagemAssunto: Re: Sala de Estar   Dom 3 Set 2017 - 1:51

Uma Velha Amiga
É claro, não demorou muito para que a porta se abrisse. Eliza, encantadora como sempre. Os olhos de Alan fitavam-nos da mulher, ao mesmo tempo em que sua respiração ficava um pouco ofegante. No entanto, o homem se conteve. Abaixou um pouco a cabeça e assim se pronunciou.

- Oi, se que devia ter avisado antes de vir. Mas... queria muito falar com você. - Aquele beijo no rosto, trouxe um arrepio... há sim, sua cabeça ainda o perturba por dentro, enquanto se corrói com os seus próprios pensamentos. Entrando na casa, o homem sentou-se junto com a Inspetora e logo percebeu algo diferente. Alan passou seus olhos sobre as quatro paredes do local, admirando a decoração. - E uma bela mansão. - Comentou. Há quanto tempo o Sr. Ozanan tinha seguido com aquela vida? A um bom tempo... então não é muito difícil dele identificar uma pessoa com medo. Os olhos da mulher demonstram preocupação, mas ele espera que não seja por causa de sua visita inesperada.

Sua mão começa a seguir em direção do ombro da mesma, porem ele para e recua rapidamente. Se aproximando um pouco mais de
Eliza. -E... - Suspira. - Faz muito tempo que não nos vemos, sabe, eu não quero que uma amizade de infância, se perca desta forma. - Aquele olhar dela, e como se estivesse se lembrando, de algo que foi esquecido a muito tempo. Ambos possuem um disfarce, mas, Alan não sabe até quando isto vai se manter. Um pouco tenso, o homem sente o suor escorrer pela sua testa.

Lentamente segura a mão da mulher. - Você parece preocupada, o que houve? .... Estava animada no Café Cobalt. - Suspirou. - Aconteça o que acontecer, pode confiar em mim!! Se tiver com algum problema, você pode me dizer. Sabe disso. -

Olhando para baixo, cortou o contato visual, e logo em seguida abriu um sorriso enquanto começou a checar os seus bolsos. Nisso o homem tirou a sua varinha e colocou-a em cima da mesa. E mostrou o papel velho para Eliza. - Você me deu isso, quando ainda estávamos em Hogwarts. Sinceramente eu nunca pensei que precisaria dele, já que nos víamos sempre na escola. Mas, depois de tudo.... Ainda nos encontrávamos, porém, com o tempo as coisas foram mudando. - Sorrindo para ela, colocou o papel em cima da mesa. - Mesmo depois de tudo isso, sempre guardei ele comigo. Bom, e a gora eu estou aqui!! -
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Eliza Staminkhov Odegaard

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MensagemAssunto: Re: Sala de Estar   Dom 3 Set 2017 - 14:19

O momento mais difícil
Esfregou uma mão na outra enquanto mordia os lábios, ouvia cada palavra dita por ele e, bem perto de si, se arrepiou com o suspiro pesado que o mesmo deu ao seu lado. Não, ela também não queria que uma amizade tão forte entre eles acabasse se perdendo no tempo, mas o medo dele estar dizendo aquilo só por dizer era mais que sua vontade de o perdoar. O café Cobalt tinha sido um encontro rápido e depois de sair do local Eliza não parou de explodir em pensamentos e, agora com Alan ao seu lado, sentiu uma leve adrenalina subindo por suas veias.

- Acredite, eu também não quero. – Disse ela cabisbaixa, com as palavras que mal saiam de sua boca. Sentiu então que ele ansiava por tocá-la, porém não disse nada sobre aquilo, nem mesmo se mexeu com medo de olhá-lo nos olhos.

Teria sido uma farsa aquele encontro no Café? Não, Eliza não estava colocando sua mascará e fingindo trata-lo bem, mas apesar do medo escondido naquele dia, ela ainda sentia falta do melhor amigo ao seu lado, a abraçando nos momentos difíceis. Talvez aquele fosse o momento mais difícil, mas ele infelizmente não a abraçaria.

Sentiu então uma mão quente tocar sua mão fria, e finalmente lançou seus olhos baixos para ele, escutando o que ele começava a dizer atentamente. – Quem dera fosse fácil te contar, Alan...- Engoliu o seco e o viu abaixar a cabeça, em seguida sorrindo.

Alan então revirou seus bolsos, colocou sua varinha na mesa de centro e voltou a procurar por algo, até que finalmente encontrou um pequeno pedaço de pergaminho, o mostrando a Eliza que ao olhar aquilo abriu um simples sorriso e pegou o papel sentindo uma enorme nostalgia.
– Eu me lembro disso, você nunca aparecia na minha porta. – Negou com a cabeça, rindo por um segundo. – Achei que nunca guardaria isso consigo. – Tentou conter o sorriso, mas não pode.

E olhando aquele papel com sua escrita, Eliza suspirou tirando o sorriso dos lábios e devolvendo o papel a Alan. – É, realmente faz muito tempo. – Disse ajeitando um fio de cabelo atrás da orelha e observando a varinha dele na mesa, vendo ali uma oportunidade de o dominar em questão de segundos em sua melhor hora. – Muito tempo. – Repetiu as palavras observando a varinha atentamente, pensando no momento certo para agir. Rapidamente voltou seus olhos para ele, tentando disfarçar sua atenção da varinha e suspirou o observando.

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Alan Yves Ozanan
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MensagemAssunto: Re: Sala de Estar   Dom 3 Set 2017 - 17:47

Uma Velha Amiga
O que viria agora? Continuaria explorando a situação ou sairia pela porta? Ele se manteve em silencio por alguns segundos, ao mesmo tempo tentou escutar possíveis barulhos pela casa... queria ter certeza de que estavam sozinhos, é o que parecia. - Quero saber por que você está assim, tão pra baixo. E quem sabe, poder te ajudar. - Disse. A mulher trazia respostas curtas, o que afirmava que estava com medo, ou preocupada.

O homem simplesmente aceitava aquilo, ou se perguntava o porquê? Ainda olhando para a mulher, arriscou a pergunta. - E por que você não pode me contar? Seria algo muito pessoal? - Indagou ele, com um tom mais sério. Alan estava ali para concertar um erro do passado, porém, como fazer isso sem entrar no verdadeiro assunto? Pegando o papel de volta, observou ele e colocou no bolso. - Sim, eu guardei, e foi exatamente hoje que precisei dele... Eliza, você sabe o verdadeiro motivo de minha visita. - Sussurrou no final. Logo em seguida se levantou.
Ignorando a sua varinha em cima da mesa, deu alguns passos à frente. Ficando de costas para a mulher, enquanto seus olhos fixaram e um quadro de uma pequena criança. Sem dúvidas, a filha da Inspetora. - Estou aqui para reconstruir algo, que se desmontou a muito tempo. - Cruzando os braços olhou a sua volta. - Você está sozinha? A onde está sua filha? ... Gostaria de conhece-la. - Afirmou.

Dando mais alguns passos pela grande sala dos Odegaard’s, silenciou-se por instantes. - Então, vai me dizer o que te preocupa? -
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Alan Yves Ozanan

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Eliza Staminkhov Odegaard

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MensagemAssunto: Re: Sala de Estar   Dom 3 Set 2017 - 23:35

Olhos marejados
Eliza o encarou por longos minutos sem reação nenhuma diante das palavras pronunciadas por ele. Alan parecia muito atento em cada detalhe da casa, o que a fez pensar sobre o real motivo dele ter vindo ali, porém somente o observou calmamente enquanto ele voltava a falar. Negou com a cabeça quando ele clamou por respostas.

O homem então tratou de insistir na questão que tanto a atormentava, a fazendo trincar os dentes de raiva, querendo lhe dar uma boa resposta, porém não tinha força o suficiente para realizar tal feito, não ainda. Respirou fundo e tornou a falar: - Acho que você sabe tanto quanto eu que essa conversa não vai chegar a lugar algum, Alan. – Disse fechando os olhos, tentando se acalmar, mas obviamente não estava conseguindo.

Por quê estava tão aflita? Ele nem mesmo tocou em sua varinha! Não, aquilo não importava, ela ainda tinha lembranças da noite em que ele apontou sua varinha para ela e quase a matou, a sorte foi que ele teve perdão no último segundo e acabou a poupando de um fim trágico e doloroso. E quem podia dizer que ele não tentaria aquilo de novo? Eliza não poderia arriscar e se dar ao luxo de perdoá-lo assim tão facilmente. Estava magoada e confusa, tinha medo de olhar Alan nos olhos e não ter forças para o odiar como ele merecia, por algum motivo ela não conseguia, talvez ainda o tinha como amigo em seu coração frio.

Se levantando e dando alguns passos, Alan ficou de costas para a mulher e começou a falar coisas que ela preferiu não escutar, coisas que foram a gota d’água par que ela tomasse de uma vez por todas uma atitude. Assim então, rapidamente pegou a varinha dele encima da mesa de centro com a mão esquerda, e com a direita pegou a sua de entro do bolso esterno de sua jaqueta preta. Assim, com velocidade já estava posta a frente dele com sua varinha apontada para o peito do mesmo. Sua respiração acelerada a fazia engolir palavras e perder as forças diante dele, se esforçando para dizer: – Você, Alan! Você me preocupa! – Disse ela nervosa e trêmula. – Não vai ver minhas filhas nem que tente! Somos só eu e você aqui, então vamos acabar logo com isso...- O encorou com frieza, porém se rendeu a tristeza de estar diante dele daquela forma. – Alan, eu...- Engoliu o seco, trêmula enquanto apertava a varinha dele contra a mão esquerda. Eliza acabou deixando que uma lágrima de ódio e tristeza escorresse por seu rosto delicado, mas dessa vez não recuou o olhar dele, penetrando seus olhos negros aos dele. – Eu não suporto viver todos os dias pensando que você pode tentar matar a mim e a minha família, Alan. Eu mal durmo a noite com medo de você, e eu odeio sentir medo de você! Nós Éramos...- Mordeu os lábios e deixou que outra lágrima insistente escorresse.– Éramos amigos, nós éramos íntimos! – Negou com a cabeça tentando se acalmar, no mesmo momento dando um passo para trás, respirando fundo antes de voltar a encará-lo. – Eu não aguento mais essa tortura, e se for para acabar com isso, então vamos acabar com isso agora mesmo. – Disse determinada, jogando a varinha do homem para ele no ar.

Eliza limpou o rosto e fechou os olhos, se concentrando antes de o olhar atentamente, com uma frieza que o fuzilava.– Vamos, duele comigo! – Gritou nervosa.– Não é isso que queria esse tempo todo?! Então vamos! Me mate se conseguir! – Grunhiu ela sem saber mais o que eram limites, totalmente nervosa e fora de si. De um segundo a outro se posicionou e tornou a apontar sua varinha para o peito do homem a sua frente. – Termine logo com isso, Alan.– Sussurrou com a voz falha, se controlando para não chorar ainda mais e quebrar sua casa inteira em meio a raiva e confusão de sua mente.

Não era frágil, não mesmo! Mas estar ali bem a frente de seu melhor amigo, o enfrentando como nunca imaginou que faria uma dia na vida a deixava extremamente abalada. Se ele quisesse realmente a matar, então que matasse, mas ela nunca deixaria que ele matasse suas filhas.

E, com os olhos marejados, a mulher o olhou com ódio e decepção, ajeitou então sua postura e o encarou, esperando que ele se pronunciasse.

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Alan Yves Ozanan
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MensagemAssunto: Re: Sala de Estar   Qua 6 Set 2017 - 20:24

Uma Velha Amiga
- Por que essa conversa não vai chegar a lugar nenhum? Eu só quero que você fale comigo. - Comentou, Alan distraído. Mas, depois de suas palavras... percebeu uma pequena movimentação da mulher, virando-se para ela. Se deparou com a mesma que estava de pé, assim tendo a sua própria varinha apontada para si. O homem sentiu um forte arrepio, no entanto ele manteve um olhar firme. - Eliza! - Afirmou. Ele ouvia as palavras da mulher, torcendo para que a mesma não o matasse ali. O sentimento de culpa era inevitável para Alan, agora ele conseguia entender o que Eliza realmente sentia em relação a ele, ódio e tristeza.

Aquele choque de realidade veio como um flash. Talvez essa não seja a reconstrução de uma antiga amizade, e sim o fim dela. Lentamente a sua respiração foi ficando ofegante. - Eliza! Eu não estou aqui para isso.... Não pense desta forma. Eu entendo que éramos bem próximo, mas entenda. Tudo aquilo que fizemos no passado, acabou separando a gente. - Suspirou, desviando o olhar. - Eu nunca pensei que eles me mandariam matar você. Eu só descobri quando cheguei até você!! -

- Escute! Eu só chegarei perto das suas filhas, se você me permitir..., mas não vim para fazer mal algum a elas. - Engolindo seco, o homem sentiu outra gota de suor passar pelo seu rosto. Com raiva a mulher praticamente ignorava quase todas as suas palavras. Vendo Eliza jogar sua varinha, pegou ela antes que caísse no chão. - Não, não vou duelar com você!! -

O que tem a perder? Somente a própria vida e pessoa na qual mais se importa. Pelo fato de não saber do que ela era capaz, apenas ficou atento..., mas não podia ficar calado. - Se eu quisesse matar você, teria feito isso há alguns anos atrás... Mas até onde sabemos, você ainda está aqui, não é? - Gritou Alan. Seus olhos lacrimejavam, porem ele não queria deixar nenhuma lagrima escorrer. Seus olhos fitavam-nos de Eliza. - Você fala como se eu fosse um monstro, mas você também fazia parte disso. Nós dois trabalhávamos para comensais da morte.... Até a onde eu sei, você teve uma filha com um deles. - Suspirou. - O que você diz para a criança quando ela pergunta do pai? .... Que ele era um bravo Auror que morreu em combate? -

Com a adrenalina o deixando agitado, o homem deu alguns passos para trás, mesmo com a mulher apontando a varinha para ele. - Eu duvido muito que seus irmãos saibam dessa história. Provavelmente sua filha também não saberá! ... O que está esperando? Me mate Eliza !! - Segurando a varinha, Alan esperou sua reação.
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Sillaz B. Odegaard
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MensagemAssunto: Re: Sala de Estar   Sab 9 Set 2017 - 2:00


The death that lurks...

Sillaz havia aparatado na frente da casa, ele costumava fazer isso sempre. Ficar de fora, observando a ostensiva e massiva mansão dos Odegaard. Praticamente um palácio moderno. Não era para menos, afinal, parecia que a casa ocupava nada mais nada menos do que metade do mundo bruxo atual. Uma família de uma história secular reunida entre o antigo e o novo. Diferente de seus outros, tantos irmãos, aquela história que eram contadas aos mais novos, na ponta do berço, só chegaram aos seus ouvidos quando ele havia se tornado o suficiente para tomar conta de si mesmo, sozinho. Em resumo, surgida de duas famílias influentes na Noruega e da Alemanha. Juntas as famílias tinham muita fama de guardar/extrair segredos, ao mesmo tempo que eram excelentes diplomatas. E ao contrário de muitas famílias sua descendência advinha de mulheres que foram fortes e persuadiram seus maridos. Para Sillaz, não houve tempo para aqueles "futilidades", raptado em seu nascimento por motivos que ele ainda não entendeu, o que o provocava certo incomodo.

Para se fechar um ciclo era necessário o conhecimento. Só se sabe que um tempo passou, pois há provas disso. A pele ficando velha, as folhas das árvores caindo, a troca do sol pela lua... Tudo isso desde os primórdios. Ao contrário, Sillaz vivia ainda o passado. Pois nem mesmo a morte havia sido o suficiente para lhe afastar de seus algozes. Sabia que deveria afastar aqueles pensamentos, mas era inevitável. No momento em que pisou no chão frio de mármore da piscina, sentiu seu olhar se enturvecer. Foi jogado novamente naquele poço frio e sem luz dos seus pesadelos. Os contornos dos objetos, prédios. árvores e pessoas como tênues linhas brancas. Apoiou-se em cima de sua bengala, motivo pelo qual a tinha além de guardar sua varinha. A perna bamba fez o joelho direito encostar no chão. A cabeça apoiada para baixo, com os cabelos castanhos caindo como uma bela cascata, porém curta, cascata caída por cima dos ombros e na frente do rosto. Sillaz respirava ofegante quando um arrepio na espinha foi precedido por uma risada estardalhada e irritante. Só existia uma risada no mundo daquele jeito. Os olhos de Sillaz se arregalaram, revelando que nem mesmo íris ele tinha mais, apenas um globo negro, opaco, sob o qual nem mesmo as luzes externas da residência poderiam alcançar.

Uma sombra pálida e pouco uniforme surgiu na sua frente. Ela se movia se arrastando a alguns metros na frente. Quanto mais se aproximava, melhor sua forma, até que tomou definitivamente os contornos de Helena. Seus cabelos desgrenhados cobriam quase todo o rosto caindo por cima dos ombros. Seu rosto era redondo, nariz fino, bochechas grandes, queixo pequeno e olhos castanhos próximos ao preto. Um vestido cheio de relevos nos ombros aos braços, vermelho e preto, cobria seu corpo magro. Poderia ter sido uma mulher bonita quando mais jovem, mas o tempo não havia feito nem um pouco bem. Entre os lábios, o sorriso que dançava no seu rosto era composto por dentes quebrados nas pontas, quase presas de tubarão. Não sabia se aquilo havia sido provocado intencionalmente ou não, o mais aterrador era que ela estava exatamente idêntica ao dia em que foi morta por ele. Ela tocou seu queixo com a ponta do dedo indicador. Ele não só sentiu isso, como parecia que havia sido jogado num tanque de água gelado, fazendo com que todas as suas cicatrizes começassem a doer. A respiração pesada resumia seu sentimento de impotência e raiva. - Eu... te... matei... - Vociferou entre os dentes, enquanto buscava forças para tirar sua varinha da bengala. Aos poucos sentia a vida se extrair de seu corpo e ouviu mais uma irritante risada como resposta.

Quando estava próximo do seu objetivo ou da morte a sujeita deu um grito tão alto que o deu dor nos ouvidos. Mesmo assim ele conseguiu arrancá-la e simplesmente cortá-la no ar fazendo com que o ser sumisse. Seus olhos voltavam ao normal, enquanto ele mesmo tentava voltar a consciência apoiado-se nos joelhos e nos punhos cerrados ao chão. Sua respiração ofegante permaneceu e ele aguardou alguns minutos até conseguir ficar de pé, para voltar para casa.
[...]

Por sorte ninguém havia visto aquela cena no mínimo estranha. Uma pessoa e um elfo sabia de sua maldição: sua esposa e Wolfie. Havia sido sua escolha. Pois revelar sobre tal, significaria revelar para metade do ministério que havia matado pessoas, dos quais não importaria o motivo, teria fim em Azkaban. Ele sabia disso, pois o mesmo fazia isso com outras pessoas. E seus filhos... Eram muito pequenos, não precisavam saber, pelo contrário, suas preocupações deveriam ser outras, de crianças normais. Coisa que ele não tivera quando pequeno. Mesmo assim, agora não havia mais nada daqueles sinais de antes, mesmo que seu corpo ainda estivesse dolorido.

Sillaz entrou na casa, com os cabelos bem aprumados, como sempre estavam, a roupa bem arrumada, apesar de certo suor corporal ainda discreto. Atravessou o hall de entrada jogou o corpo diretamente em um dos sofás, praticamente se soterrando no processo. Desafixou a gravata para ter espaço para respirar e só respirou. Naquele fatídico dia, seu corpo e sua alma estavam cansados. O que era oposto a sua mente que rodava por todos os lugares. Fazia tempos que uma experiência daquela não acontecia e ele deveria redobrar os cuidados a partir de agora.

Interação Fechada entre Aine, Sillaz e Killiger





Última edição por Sillaz B. Odegaard em Sex 22 Set 2017 - 8:25, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Sala de Estar   Dom 17 Set 2017 - 15:57

A raiva toma conta
Ela tremia, deixando que mais lágrimas descessem por seu rosto, a queimando como chamas que a acusavam de ser tão boba. Seu rosto assustado e raivoso deixava bem claro o que ela sentia naquele exato momento, eram poucas as palavras que descreviam aquela fração de segundo que parecia paralisar o mundo todo a volta deles, como se um segundo demorasse anos para se passar. E, com a respiração fora de controle e as lágrimas que ela tentava segurar correndo sem controle, ela começava a dizer: - Você quer mesmo que eu acredite que tudo foi uma farsa?! Que você não sabia quem teria de matar antes de me ver na sua frente? Não, Alan...nisso eu não acredito. - Negou com a cabeça, triscando os dentes.

Alan pela primeira vez gritou, se negando a duelar com a mulher que quase matou uma vez. Eliza então se aproximou dele e o encarou bem de perto, suas respirações começaram a se misturar, eles nunca tinham ficado tão perto assim antes – apenas uma vez, na noite em que o pior quase aconteceu -, seus olhares se cruzaram e Eliza passou a se pronunciar entre sussurros que cortavam o silêncio como uma lamina afiada – Sim, Alan, você vai. – Dizendo isso, a mulher segurou a mão em que Alan apertava sua varinha e a levantou como um ato para que ele se preparasse, ainda sim o provocando como nunca provocara, sendo assim o pior pesadelo dele.

Antes que ela se distanciasse, o homem voltou a falar, gritando suas palavras: “Você ainda está aqui”. Negando com a cabeça ela não o respondeu. O olhando com os olhos ainda molhados e frios, Eliza o observou gritar novamente, dessa vez mais alto e mais furioso, a fazendo engolir a realidade que ela odiava esconder de si mesma. – Eu não tive escolha, Alan! Meu marino me escondeu ser comensal por vários anos, e quando eu finalmente descobri ele passou a me fazer ser como ele, me fez informante de seus parceiros e futuramente me transformaria em uma comensal da morte junto a ele! Ele me fez gostar dessa vida infernal, tanto que eu sentia vontade de matar, eu queria ver como é a sensação que ele tanto dizia ser ótima, ele me contava tudo sobre a sensação de sentir o sangue nas mãos. Me arrependo todos os dias de minha vida, mas minhas filhas nunca tiveram culpa, eu assumo toda a culpa pelos meus atos! Casar com aquele homem repugnante foi a pior escolha que eu já fiz, eu o amava e ele me fez querer ser como ele, por um segundo eu queria ser como ele. – Gritou tudo, cuspindo a verdade que ele merecia ouvindo. – Mas eu me arrependo. – Outra lágrima caiu sem a permissão dela, raiva e decepção ainda corriam sem freio naquele instante.

Viu o homem abrir os braços diante de seus olhos e de uma só vez dizer para que ela o matasse. Eliza deu alguns passos para trás e apontou sua varinha para ele confiante de que podia e deveria acabar com aquilo, começando aquele maldito duelo. – Ignotus Gaubracianus! – Gritou mandando um fogo perpétuo para cima de Alan. O homem rapidamente se defendeu. Eliza furiosa, passou a acatá-lo outra vez. - Incarcerous! – Gritou sem sucesso, vendo ele mais uma vez se defender. – Chega disso, Alan. – Gritou se locomovendo pelo local, dando algumas voltas, fazendo o moreno fazer o mesmo e a acompanhar. - Estupefaça! - Atirou o feitiço em direção a ele com toda vontade, grunhiu quando quebrou um vaso atrás do mesmo. – Expelliarmus! – Tentou por sua vez e conseguiu tirar a varinha dele, abrindo um sorriso quando pelou a varinha do mesmo no ar.

Andou mais um pouco pelo lugar e o observou atentamente enquanto o fazia ir de encontro com uma parede, o encurralando de propósito. E em uma tacada só, gritou: - Bombarda! – Sendo rápida em sua jogada contra a parede atrás dele. A poeira tomou conta do lugar e milhares de pedaços e destroços atacaram o homem na frente da mesma, o fazendo sofrer danos de imediato. Com a feição séria, Eliza viu Alan caído não chão a olhando de cima. – Eu conseguiria te perdoar se você não parecesse tão culpado. Não acredito em coincidências, Alan. – Disse ela. – Não quero mais te ver aqui. – Se forçou a dizer, abalada por não poder fazer mais nada. Então devolveu a varinha do homem que pegou a mesma e a encarou outra vez. Ela abaixou o olhos e suspirou, mordendo os lábios sem saber o que dizer a partir dali, mas talvez ela realmente não devesse dizer mais nada.


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Aine Brattrewood Odegaard
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MensagemAssunto: Re: Sala de Estar   Sex 22 Set 2017 - 1:29


Homecoming...
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Depois que Kilieger a levou até o local onde poderiam usar a Rede de Flu, Aine e seu primo foram para a mansão Odegaard. Fazia muito tempo que ela não visitava a antiga moradia da família e a garota estava um pouco nervosa de como seria recebida. Saiu da lareira e se viu em uma sala grande e luxuosa, mas não reparou nos móveis e nem no tamanho da sala, mas sim, no homem que estava sentado no sofá. - PAPAI! - Aine gritou e, sem conseguir se segurar, correu na direção do homem, o cobrindo com um abraço. Aine sempre fora muito apegada ao pai, ele era seu melhor amigo, seu protetor, seu herói. Depois de dois meses longe dele, o mínimo que ela podia fazer era abraçá-lo bem forte até que um pouquinho da saudade passasse. - Senti saudade! - Ela riu e se sentou ao lado do pai depois de apertá-lo bastante. - O Kili me trouxe pra casa. - Aine sorriu para o primo que esperava um pouco sem graça de pé ao lado da lareira com aquele monte de malas. - Não acredito que já fazem cinco anos que eu não vinha aqui... - Agora, Aine olhou ao redor prestando mais atenção nos detalhes. Como era característico dessas mansões de famílias que moravam na mesma casa há gerações, pouca coisa mudava com o tempo. Ela ainda se lembrava da sensação do tapete macio de contra os seus pés, da mesa no canto onde ela sempre batia a cabeça quando ia se esconder, da cortina que ela rasgou com os primos quando tentaram escalar para pegar um elfo que fugia deles... É, era bom estar em casa. Aine alargou seu sorriso e voltou a encarar o pai, quando percebeu algo estranho atrás dele. O sorriso da garota foi sumindo aos poucos, conforme a sombra se tornava mais nítida. Uma sombra meio turva começou a ondular atrás do sofá, bem atrás da cabeça de seu pai... Ela não conseguiu distinguir o que era, mas um arrepio percorreu o corpo da garota e o ambiente ficou instantaneamente mais frio. Bom, pelo menos, pra ela. - Pai... - Aine sussurrou já com o rosto um pouco pálido e a voz trêmula. A sombra continuava flutuando como que a afrontando, a desafiando a vê-la. - Está acontecendo de novo... - Sua voz agora estava quase inaudível diante do medo que ela sentia. Há muito tempo aquilo não acontecia. Bem, desde que seu amigo imaginário misterioso ficou para trás, Aine não vira mais nada que os outros não podiam ver. Pelo menos, até agora.

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MensagemAssunto: Re: Sala de Estar   Sex 22 Set 2017 - 10:01


The death that lurks...

Um homem atribulado como Sillaz vivia muito pouco para tempos de lazer, tempos em que pudesse ter a cabeça ocupada com algo mais do que seu trabalho e que como pai de família cada vez tornava-se mais escassos para seus dependentes. Trabalhar como um juiz significava não somente levantar todos os dias para ir sentar numa cadeira confortável e começar a julgar pessoas. Trabalhar como juiz consistia em levar o estudo e os casos que julgava para casa. As leis não eram imóveis como parecia ser e ele tinha que se adaptar para aplicar a lei de forma eficiente. Fora que por mais frio que fosse seu coração, alguns casos davam pontadas no coração e ficavam gravados na sua cabeça. Outra coisa que ele perdia cada vez mais tempo era para seus e para as coisas que de certa forma lhe acalmavam mais; apesar do amor pelo trabalho e família: seus estudos acadêmicos sobre os mistérios do mundo bruxo. Por sorte, era casado com a chefa do Departamento de Mistérios. Por esses motivos chegar naquela casa, mesmo que com sua constante hesitação, era um conforto que já se acostumara. Entretanto, notara que com os tempos atuais, a constante carga de problemas, preocupações ou mesmo emoções envolvendo os últimos tempos incertos estavam criando tamanha carga emocional que estava agravando os sintomas de sua maldição e de sua habilidade pouco desejada devido à presença da primeira. Ele conhecia e havia estudado o suficiente sobre maldições – era considerado um especialista no mundo bruxo – para dissecar todo o conhecimento acumulado sobre sua condição de sensitivo. As emoções acumuladas eram um catalizador perigoso para um bruxo em qualquer circunstância, vide a presença rara, mas verdadeira dos obscuriais. E ele sabia que a melhor forma no momento era se acalmar e extravasar em algum momento esses sentimentos para não se perder, retomando o controle sobre si mesmo. A presença de Helena era o indício mais importante disso.


Foi então que ele permaneceu por um longo tempo afundado no sofá, ouvindo apenas o crepitar da lareira, sem nenhuma interferência de qualquer som, como se todo o ambiente fosse selado por um feitiço ante ruído. Depois de um tempo a sós com seus pensamentos, ele levantou seu corpo, apenas para ficar perfeitamente sentado no sofá, novamente com a cabeça curvada para baixo e os cabelos caindo em cascatas castanhas curtas. Tirou definitivamente sua gravata jogando-a do outro lado do sofá, bastante estressado.  Não existia qualquer tempo para ele ficar assim, não para alguém que tinha que revisar relatórios feitos por um estagiário eficiente sobre os casos de cada dia. Ainda deveria de desvendar seu mistério. Sua compenetração era tão forte que ameaçava jogá-lo novamente dentro do poço escuro que o atormentava. Por sorte, foi acordado do seu transe quando as chamas da lareira levantaram-se numa tormenta verde provocando um barulho seco quase como um sopro. Próximo a ele brotaram dois jovens cheios de malas. Seus olhos foram totalmente captados por nada mais que sua filha, Aine. Aquela que tomava seu coração, desde que nascera há quinze anos. Sua favorita, mais próxima, seu orgulho e uma preciosidade em sua vida de pai. Sillaz levantou rápido ainda com uma expressão surpresa no rosto. Por alguns momentos de excessivo cansaço, esquecera de que era o dia de sua filha retornar da prestigiada Escola de Magia de Hogwarts. Até mesmo esquecera que Ryan, havia ligado a lareira à rede de flu. Com o grito que ela deu o chamando foi tudo voltando ao normal. Seu raciocínio, seu coração palpitando quando o abraçou, fazendo ficar sem reação por alguns instantes. Fazia bastante tempo que não via sua filha. - Filha. Eu também senti muitas saudades, nem sabia expressar o quanto. – Abraçou ela com força, como fazia quando ela era um toco de gente, segurando seus cabelos castanhos, suas costas, acolhendo ela em seu corpo, numa tentativa de protege-la do mal. Apetando com a mesma intensidade. Sua filha era exatamente de quem precisava naquele momento para voltar-se para um momento menos melancólico, menos triste e preocupado, pois era trazia saudade, um excelente sentimento. Depois que os dois se separaram, ele tocou em sua testa com a ponta dos dois dedos, imitando uma brincadeira que fazia quando ela era pequena, com um belo sorriso no rosto.


Logo se sentou novamente. Por um momento pode dizer algumas palavras ao seu sobrinho que fizera o esforço de trazer sua preciosidade para casa. - Eu lhe agradeço, sobrinho, você não sabe o quão bem você fez agora. E não fique aí atarefado, sente se. Vou chamar alguém para ajudar com as malas. – Disse, pegando sua bengala, tirando dela sua varinha e dando um toque com ela no ar. Conhecia muito pouco ele para fazer-lhe uma investigação de carácter. O máximo que sabia era que era filho de seu irmão Matthew e que em Hogwarts, pertencia à casa da Griffinória. Apesar disso não o agradar muito por motivos óbvios, ele não parecia ser um mau rapaz e tinha sangue puro. Com seu ato uma criatura brotou em questão de segundos no meio da sala, seu elfo e amigo. Único da espécie que havia prestado algum respeito, pois salvara sua vida em um momento crítico. - Wolfie, ajude meu sobrinho a levar as malas e se possível leve o máximo que conseguiu. – A fala do bruxo traduzia sua dupla contradição em achar a sua raça em especial inferior, ao mesmo passo que o considerava uma criatura que merecera estar ao seu lado. O elfo balançou a cabeça e começou a acatar sua ordem sem discutir ou dizer qualquer palavra. Os atos duraram apenas segundos quando finalmente voltara a conversar com sua filha,


Era verdade que fazia todo este tempo que não a via, o tempo que ele passou remoendo ou mesmo procurando uma desculpa para talvez der uma passada em Hogwarts. Pelo menos convidar-se para ter um tempo com sua filha, mesmo que fosse a Hogsmeade, fazer uma visita. Conhecia um pouco a diretora, bem que poderia ter tentado, mas as obrigações o engoliram e não pareciam dispostas a regurgitar o que já havia digerido. Pelo menos pressentia que em breve uma promoção bateria a sua porta. Contudo, deveria de rever este tempo, mal distribuído. Sorriu novamente, pensando em quanto sua filha havia mudado desde que fora estudar – cada dia mais bonita e parecida com a mãe. - É verdade minha filha, o tempo passa voando na juventude. E seu pai precisa de mais detalhes sobre suas aventuras na escola. Diga-me, o que está achando da experiência? – Os estudos sem dúvidas eram um tempo importante para aprender, decidir o futuro e mesmo para fazer amizades. Até mesmo ele, havia tido o gosto disso na juventude, na verdade o Instituto havia sido verdadeiramente sua casa, o único lugar onde se sentira bem alguma vez. A pena era que devido às políticas restritas do local, jamais voltaria a visita-lo. Mesmo suas palavras ditas à última voz pareceram apenas ecoar distantes para sua filha. Conhecia aquela expressão de paisagem algo captava sua atenção. Foi em alguns momentos depois que ela praticamente sussurrou sua voz que ele percebeu do que se tratava. Sua filha vira o que ele vira e ninguém jamais imaginara a dor que isso o trazia. Tanto ele quanto a esposa enfrentavam maldições muito fortes que abalavam suas vidas, influenciavam no convívio com outras pessoas e haviam dedicados muito do seu tempo em busca de uma cura. Uma batalha constante que não sabia se iria vencer. E parece que o destino quis corromper a luz dos dois: Aine. Lembrar que ela carregava a mesma habilidade dele, era lembrar que em algum momento um comensal teve a ousadia de tentar destruir a vida de sua filha e de que ele um dia falhou em defendê-la do mal pelo qual não tinha sequer nenhuma dependência, nenhuma querela ou ligação, fora nascer filha dele. Seu coração palpitante de alegria, saudade, havia começado a bater com soturnidade, apertado em uma jaula de agulhas. Abraçou sua filha apertada na tentativa de protegê-la e fechou seus olhos que ameaçavam obscurecer-se por completo, pela segunda vez naquela noite. - Lembre-se do que eu disse filha. Eles não podem lhe fazer mal, não podem lhe tocar. – Sua filha não carregava uma maldição, não propriamente, aquelas aparições jamais lhe fariam mão fisicamente, ainda mais enquanto estivesse a protegendo. A questão era acalma-la, acalmar-se para poder acalma-la, na verdade. Afastou só um pouco, para que ela pudesse olhar em seus olhos e expressão mais serena. - Você confia no papai, não confia? Então não se preocupe. – Abraçou ela forte de novo, produzindo um mesmo som com a boca que fazia para niná-la, tentando sobre todo o esforço devolvê-la a tranquilidade.


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MensagemAssunto: Re: Sala de Estar   Qua 27 Set 2017 - 23:06



Hello
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Sla oq eu coloco aqui huehuehue


Após um curto período de tempo a procura de algum local onde Kilieger pudesse utilizar a Rede de Flu juntamente de sua prima, o grifino conseguiu levar Aine a mansão Odegaard. O jovem não sabia com exatidão o que estava a sentir enquanto não chegava a mansão, pois assim como sua prima, fazia muitos anos que ele não fazia uma breve visita a residencia, já que sua mãe não ficava nem um pouco contente em saber que o mesmo estava a frequentar um local que seu pai frequentava. Quando chegou por fim, se sentiu de meio desorientado e, enquanto admirava todos os moveis da sala com atenção, sua prima Aine havia pulado sobre um homem alto e bem vestido, que logo julgou ser o seu tio e pai de sua prima. Devido sua atenção ao admirar cade detalhe dos moveis da sala de estar, Kilieger mal escutou as ordens que seu tio havia dado ao elfo doméstico que aparecerá ali em um passe de mágica, acabando por notar a presença do pequenino apenas quando o mesmo puxou as malas em suas mãos com força - Ah, obrigado - falou o moreno enquanto soltava parte das malas para que o elfo as levasse ao seu devido lugar, enquanto ele o acompanhava com o restante das malas.

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* Interação fechada e blablablá, aqueles que não estão na interação serão ignorados caso tentem se meter, obrigado e volte sempre :p

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MensagemAssunto: Re: Sala de Estar   Sab 30 Set 2017 - 23:34


Lar doce lar...
AINE ODEGAARD

Aine apertou forte o abraço quando seu pai a tomou nos braços, em uma tentativa vã de protegê-la. Não importava o que ele fizesse, ela nunca deixaria de ver. Aine fechou os olhos e nem notou que seu primo saíra com o elfo para guardar suas malas. Teria que agradecê-lo depois, talvez com uma porção de doces ou um sorvete no Beco Diagonal. Havia uma sorveteria com sabores maravilhosos lá, ela e Kilieger adoravam ir quando eram crianças. Se concentrou na voz de seu pai. Aquele som baixo e cadenciado que ele produzia com a boca como uma canção de ninar. Depois que Aine adquirira o tal dom amaldiçoado, Sillaz passou a ficar em seu quarto até que ela dormisse, produzindo com a boca aquele som. Com isso, Aine conseguia fechar os olhos e ignorar as sombras que pairavam ao seu redor. Ela sabia que eles não podiam feri-la ou sequer tocá-la, mas eles a perturbavam. Algumas vezes, ela conseguia sentir um pouco do sofrimento que eles carregavam. Aos poucos, Aine conseguiu se acalmar e, quando abriu os olhos, não viu mais nada. Um suspiro profundo saiu dos lábios da garota e ela estava ligeiramente trêmula e pálida depois da experiência, como sempre acontecia. Pelo menos, Kilieger não estava ali para ver aquilo. Ninguém mais na família sabia, além de seus pais, e ela preferia que fosse assim. Não queria ser taxada de esquisita, amaldiçoada ou até que ficassem perguntando coisas para ela. - Isso nunca vai parar, não é? - Aine encarou o pai com olhos tristes e cansados, mantendo a voz baixa. - Qual é o propósito, pai? Por que uma coisa tão inútil e, ao mesmo tempo, tão perturbadora? - O desespero começava a tomar conta dela. - Eu não posso ajudá-los! Eu não posso... - Lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. - Por que eles não me deixam em paz? - As lágrimas se transformaram em soluços e o choro da garota ressoou pela sala.
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MensagemAssunto: Re: Sala de Estar   Dom 1 Out 2017 - 1:22


The death that lurks...

Designíos cruéis. Enquanto os bruxos, humanos no geral, todos os dias brigavam contra os despostas, contra os injustos, o maior dos tiranos continuava inabalável em seu trono, rindo, brincando com nossas vidas como se tudo fosse um jogo. Afinal de contas, o que sobrevivia, qual maldade, qual bondade, o que realmente resistia à ação do tempo? O único vencedor de todas as disputas já realizadas o verdadeiro. Ele pensava isso porque o tempo jamais estava sozinho, não, disfarçava sempre suas inescrupulosas ações pelo seu companheiro, destino. Alguns poderiam dizer que a sensitividade de sua filha era resultado disso. Do tempo e do destino, porque ele havia matado duas pessoas, dois bruxos que carregados da magia negra o amaldiçoaram, que com todo ódio havia despertado aqueles poderes nele, mas pior, seu próprio ódio acumulado na infância, até a juventude, somado a sua arrogância, havia criado mais um perigo, desta vez a sua filha. O Karma havia o pego duas vezes, de forma avassaladora. Isso sem contar o fato de sua esposa, que não era sua culpa pelo menos. Seu fascínio pelas artes das trevas não diminuirá, pelo contrário, agora esses conhecimentos eram necessários, mas a sentença provara-se verdadeira, pois as trevas foram sedutoras e lhe cobraram um preço alto. Um preço que até agora não poupara nenhum membro de seu núcleo familiar.

Era impossível, portanto, comensurar a dor que abalava o coração de Sillaz, enquanto ela era acometia sobre basicamente o mesmo pesar dele, a mesma dor, o mesmo fardo. Suas mãos ameaçavam tremer com misto de ódio e dor. Enquanto sua filha não podia ver, contemplada por seu abraço, ele soltava tudo para fora, não chorando, porque isso fora tão raro em sua vida, mas fechando o rosto. Deu graças que estavam sozinhos, ninguém poderia o ver perdendo a compostura daquela forma, nem sua criança. Ser acompanhado por pessoas que já foram, poderia ser um tormento que ele jamais poderia escapar, muito menos tinha alguma certeza sobre sua prole agora. Muito difícil dizer a sua filha quais os pontos positivos, se haviam alguns. Já que os dois viam apenas vultos estranhos e às vezes materializados de pessoas que já se foram. O que eles queriam? Quais suas necessidades? Pela primeira vez ele não sabia o que falar, apenas queria acalentar sua filha, consolar ela. Mesmo assim com a sua aparência pálida, tanto dele, como dela, tentou recuperar sua firmeza. Lembrar-se de suas pesquisas, encontrar um porto seguro para ela, e por consequência para ele. Relembrara de um relato duvidoso, que encontrara em um manuscrito há anos atrás. Não havia como ter certeza e não a daria essa falsa esperança. Ter essa segurança ou essa pista era o suficiente. A triste pergunta de sua filha não poderia ser respondida de outra forma e ele balançou a cabeça, pesaroso. A partir do momento que se tornava um sensitivo, era muito difícil retornar a ter uma vida normal. Mesmo assim depois das perguntas dela, de seus olhos tristes ele continuou tentando acalmá-la, tal qual se acalmava no processo. – Essas coisas demoram muito tempo para se revelar, filha. – Ele respira pesado e a olha com um surpreendente sorriso. Sabia que isso poderia ajudar ela e continuaria mantendo-o. – Filha, esses espíritos tem uma mensagem para nós. Não sabemos o que é agora, mas fomos escolhidos. Sabe qual é a graça dos mistérios? – Seus olhos negros, detinham-se nos azuis dela, esperando uma resposta ou uma reação. – Todos eles tem soluções, independente do quão difíceis são. Encare essas visões como mais um desses mistérios e que nós dois juntos, vamos solucioná-los. – Queria demonstrar confiança a Aine, enxugando as lágrimas dela, depois a abraçando forte, esperando que ela despejasse toda aquela dor em seus ombros, com o coração totalmente partido.


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